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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

William Castle: O Showman do Terror

 



                    O Castelo de um homem...

 Diretor, produtor, roteirista e ator, conhecido pelos filmes B de terror e suspense que dirigiu nas décadas de 1950 e 1960, e  principalmente por seus criativos truques publicitários, os chamados 'Gimmicks'. 

 William Castle nasceu William Schloss Jr. , em 24 de abril de 1914 em NY/NY/USA ('Schloss' significa 'castelo' em alemão, e William posteriormente traduziu seu sobrenome para o inglês como seu nome profissional). Filho de um humilde casal de judeus-americanos, sua mãe faleceu quando ele tinha nove anos, e seu pai um ano depois, ele ficou órfão aos 11 anos, e passou a viver com sua irmã mais velha. 

Aos 13 anos, Castle assistiu à peça Drácula, estrelada pelo grande Bela Lugosi, e ficou fascinado. Ele compareceu a uma apresentação após a outra, até finalmente conhecer Lugosi pessoalmente. 



Ele escreveu em sua autobiografia, "Step Right Up! I'm Gonna Scare the Pants off America": 'Eu descobri então o que queria fazer da minha vida -  eu queria assustar o público.'.  Lugosi o recomendou para o cargo de assistente de direção de palco na turnê da peça, e o jovem de 15 anos aceitou com entusiasmo o emprego, e abandonou o ensino médio . Ele passou a adolescência trabalhando na Broadway em funções que variavam de cenógrafo a ator, o que provou ser um bom treinamento para o futuro cineasta.




 Sua primeira produção para o teatro já demonstrou seu talento criativo para a promoção. Em 1938, William conseguiu contato com o grande Orson Welles, e alugou o decadente Stony Creek Theatre em Connecticut (que Welles havia usado e estava deixando para rodar "Cidadão Kane), e contratou a atriz e bailarina alemã Ellen Schwanneke, para uma peça que ele ainda não tinha escrito.




 Ao descobrir que, segundo as regras americanas da época, atores nascidos na Alemanha só podiam atuar em peças que originalmente tivessem encenado no seu país, Castle alegou tê-la contratado para a inexistente 'Das ist nicht für Kinder' ('Não para crianças'), e passou um fim de semana escrevendo a peça e traduzindo-a para o alemão. Quando a Alemanha nazista enviou a Schwanneke um convite para uma apresentação em Munique, Castle aproveitou a oportunidade para um golpe publicitário escandaloso: ele divulgou aos jornais o que alegou ser um telegrama que havia enviado recusando o pedido, retratando sua estrela como 'a garota que disse não a Hitler'. Para aumentar o sensacionalismo, ele vandalizou secretamente o teatro e pintou suásticas no exterior. Tanto Castle quanto Schwanneke, eram judeus, então, seu truque publicitário funcionou perfeitamente, e garantiu o sucesso da peça.



Seu talento para a promoção chamou a atenção da Columbia Pictures. William começou no cinema como diretor de diálogos, e fazendo pequenas pontas, até ser selecionado para a direção de filmes B de baixo custo, sendo o primeiro, a comédia policial "The Change of a Lifetime" (Sendas Tortuosas,1943). 


A Columbia Pictures adquiriu os direitos de um popular programa de rádio e William Castle foi encarregado de dirigir a adaptação para o cinema de "The Whistler" (Esta Noite Morrerás, 1944). 


Dirigiu então mais 3 filmes da mesma série de suspense, e ganhou a reputação de trabalhar rápido e com orçamento limitado. Também trabalhou como produtor associado no filme noir de Orson Welles, "A Dama de Xangai" (1947), fazendo muitos trabalhos de locação de segunda unidade. 




William Castle foi um 'funcionário padrão' da Columbia dirigindo 16 filmes no período de quatro anos, de 1951 a setembro de 1955 - diversos  faroestes (alguns em 3D)...





... intercalados com épicos históricos classe 'B', como "A Serpente do Nilo" (1953), "Escravos da Babilônia" (1953), e  "A Espada Sarracena" (1954)...





Depois de uma rápida passagem pela TV, Castle hipotecou sua própria casa para financiar seu primeiro filme independente, e de 'gênero'.

"Macabre" ( Macabro, USA 1958) de William Castle




O xerife Jim Tyloe (Jim Backus) culpa o clínico geral local Rodney Barrett (William Prince) pelas mortes de sua esposa Nancy e da esposa de Barrett, Alice, que era irmã de Nancy. Tyloe diz a Barrett que todos os moradores da cidade o odeiam e o querem fora. Barrett volta para casa e descobre que sua filha Marge (Linda Guderman) foi sequestrada. Enquanto ele a procura, alguém liga para sua secretária, Polly (Jacqueline Scott), e deixa uma mensagem provocativa dizendo que Marjorie foi enterrada viva e que lhe restam apenas algumas horas. À medida que as horas se esgotam, Barrett e Polly iniciam uma busca frenética pelo esconderijo da garota.



 Um showman inveterado, Castle fez um seguro com a Lloyd's de Londres, oferecendo US$ 1.000 a qualquer espectador que morresse de susto - ninguém jamais reclamou da apólice !!. Essa foi uma acrobacia que inspirou grande divulgação boca a boca e transformou "Macabre" em um sucesso.



Há muito pouco no filme que o diferencie de ser um thriller comum (apesar de sombrio) e o transforme em um filme de terror, como geralmente é rotulado. Castle cria uma atmosfera com sombras pesadas e mistério ao redor do cemitério...



... mas é só isso – certamente não há nada em "Macabre" que cumpra a promessa promocional de Castle de que o filme assustaria as pessoas até a morte. Mas, a propaganda funcionou!





O final apresenta uma surpresa razoável, com o personagem menos provável e mais simpático da história sendo o culpado. Tudo envolve um golpe para receber uma herança, e um plano louco para matar alguém de susto, o que se enquadra na trama familiar de um thriller psicológico.


       
       https://www.youtube.com/watch?v=ZN1esStncpc



"House on Haunted Hill" (A Casa dos Maus Espíritos, USA 1959) de William Castle




O milionário Frederick Loren (Vincent Price) convida cinco pessoas para uma festa que está dando para sua quarta esposa, Annabelle (Carol Ohmart), em uma casa supostamente mal-assombrada que ele alugou. Ele promete dar a cada convidado US$ 10.000, com a condição de que passem a noite inteira na casa depois que as portas forem trancadas à meia-noite, sem comunicação com o exterior.



O casal têm uma relação tensa. Frederick está convencido de que Annabelle tentou envenená-lo para adquirir sua riqueza, o que ela nega, atribuindo as suspeitas à paranoia e ao ciúmes do marido. O dono da casa, Watson Pritchard (Elisha Cook Jr.) acredita que a mansão seja  assombrada pelos fantasmas dos assassinados ali, incluindo seu próprio irmão; ele afirma ter passado uma noite lá antes e 'estava quase morto' quando o encontraram na manhã seguinte.



Conforme a noite avança, os convidados presos dentro da casa são assombrados com uma variedade de terrores...



... e depois encontram o cadáver de Annabelle, pendurado, sugerindo que ela se enforcou. No entanto, imediatamente se levanta suspeitas de assassinato...



O filme ficou muito conhecido pelo truque promocional de Castle usado no lançamento original nos cinemas, chamado 'Emergo'.  Em algumas sala de exibição foi montado um elaborado sistema de polias perto da tela do cinema, o que permitia que um esqueleto de plástico voasse sobre o público durante a cena correspondente no final do filme...




Outro truque foi o próprio Loren / Price aparecer no início do filme como um 'host', convidando o público para participar de sua festa..



Apesar da revelação final de que tudo era uma grande armação de Loren, o filme trás efetivos sustos de terror, e o 'super shocker do século' foi um sucesso estrondoso em seu lançamento em 1959.


   https://www.youtube.com/watch?v=Jsnw-RNGKFY

 

Em seu livro autobiográfico , William Castle descreve seu encontro casual com um deprimido Vincent Price em uma cafeteria em uma noite chuvosa. Price, melancólico por ter perdido um filme importante naquele dia, ouve a proposta de Castle para o papel do milionário conspirador Frederick Loren.

"Parece interessante", disse ele (Price). "Continue."

"Durante a noite, muitas coisas fantasmagóricas estranhas acontecem... sangue pingando do teto... paredes tremendo... aparições aparecendo. O milionário — o papel que eu quero que você interprete — conspirou para matar a esposa. Ela conspira para matar você... É uma batalha de inteligência."

Price sorriu. "Quem ganha?"

"Você ganha, claro. Ela tenta te jogar em um tanque de ácido fervente."

Os olhos de Price brilharam. "Que encantador! Acho que vou comer outro pedaço de torta."

Os dois tinham o mesmo senso de humor macabro, e Castle conseguiu o ator para o filme, e conquistou um amigo.




This "super shocker of the century" was a smash hit upon its 1959 release. This "super shocker of the century" was a smash hit upon its 1959 release.

"The Tingler" ( Força Diabólica, USA 1959), de William Castle




O médico Dr. Warren Chapin (Vincent Price) descobre um parasita no ser humano, que ele chama de 'tingler', que se alimenta do medo. A criatura ganhou esse nome por fazer a espinha de seu hospedeiro 'formigar' quando ele está assustado. 



Ligado à coluna vertebral humana, ele se enrola, se alimenta e fica mais forte quando seu hospedeiro está com medo, sendo possível enfraquecer a criatura e impedir que ela se enrole... gritando!


Oliver Higgins (Philip Colidge), é proprietário de um cinema, e  conhecido do Dr. Chapin. A esposa de Higgins, Martha (Judith Evelyn), morre de susto depois que eventos estranhos e aparentemente sobrenaturais aparecerem em seu quarto - ela era surda e muda e, portanto, não conseguia gritar.  Durante a autópsia, Chapin sente que ela tem um 'tingler' na espinha, que ele consegue remover e conter. Higgins é na verdade um assassino; ele assustou a esposa até a morte - usando máscaras e truques - sabendo que ela não poderia gritar porque era muda. 




A criatura parecida com uma centopeia monstruosa eventualmente se liberta, e entra na sala de cinema de Higgins, atacando a audiência...



"The Tingler" foi a 'obra prima' dos gimmicks de William Castle; por detrás de seu enredo absurdo, está um roteiro engenhosamente elaborado em torno dos truques com o espectador. E, eles são muitos - o mais conhecido é o 'Percepto!', um dispositivo elétrico vibratório, em algumas cadeiras das salas de exibição, que era ativado de acordo com a ação na tela, simulando o 'formigamento'. O próprio Castle aparece na tela antes da história começar, aconselhando o expectador a 'gritar para salvar sua vida' !!



Para melhorar ainda mais o clímax, Castle contratou pessoas para gritar e desmaiar na plateia. Havia falsas enfermeiras estacionadas no saguão e uma ambulância fora do teatro. Os 'desmaiados' eram carregados em uma maca e levados na ambulância, para retornarem para a próxima exibição. Embora "The Tingler" tenha sido exibido em preto e branco, uma curta sequência mostrava uma pia (em preto e branco) com sangue vermelho fluindo das torneiras, e Judith Evelyn em preto e branco observando uma mão vermelha ensanguentada saindo de uma banheira, também cheia do 'sangue' vermelho brilhante! 



       https://www.youtube.com/watch?v=qshrNdQzIng




"13 Ghosts" ( 13 Fantasmas, USA 1960) de William Castle




O paleontólogo/professor Cyrus Zorba, Donald Wood, mal consegue sustentar a esposa e os dois filhos, enquanto suas dívidas se acumulam. O destino intervém quando seu esquecido tio Dr. Plato Zorba morre e lhe deixa uma mansão de herança. Mas, há um pequeno detalhe que o advogado responsável pelo testamento, Benjamin Rush (Martin Milner), conta a Cyrus: seu tio colecionava fantasmas do mundo todo, e há 12 morando (?!) na casa, e ele também os herda. Cyrus acha que ele está brincando, mas Rush lhe diz que os fantasmas também são dele.



A mansão também tem a governanta, Elaine Zacharides ( Margaret Hamilton), que parece uma bruxa, mas é uma médium e uma sessão espírita para contatar Plato Zorba é realizada. 



 O Dr. Zorba também deixa um par de óculos especiais, a única maneira de ver os fantasmas...



... que incluem uma mulher chorando, de mãos dadas, um esqueleto em chamas, um chef italiano assassino, uma mulher enforcada, um carrasco segurando uma cabeça decepada, um leão com seu domador sem cabeça , uma cabeça flutuante e o fantasma do próprio Zorba ...





... e também um tabuleiro Ouija, que avisa a família quando uma nova morte ocorrerá na casa. Enquanto eles são continuamente assombrados, Rush procura a fortuna de Zorba que está escondida em algum lugar da casa, e que ele não encontrou anteriormente... 




 Anúncios de televisão e cinema para o longa mostravam fotos de cada um dos fantasmas, mas usavam um ponto de interrogação quando o 13º fantasma era alcançado. Como William Castle  insinuou, um membro da plateia do cinema poderia se tornar o 'Número Treze' !!!. 





O 'gimmick' para promover "13 Ghosts", era que o público tinha a opção de ver os fantasmas. Nos cinemas, a maioria das cenas era em preto e branco, mas as cenas envolvendo fantasmas eram mostradas em azul, em um processo denominado 'Illusion-O'. O público recebia óculos de visualização ( o 'Visor de Fantasmas') com filtros de celofane vermelho e azul .



Olhar através do filtro vermelho mostrava as imagens dos fantasmas, enquanto o filtro azul as 'removia.





É uma comédia de terror sobrenatural, boba, com poucos sustos, mas o diálogo é rápido, e os fantasmas são originais – onde mais você viu o espectro de um leão de circo e seu treinador sem cabeça? Ou, um chef italiano assassinando continuamente sua esposa e seu amante na cozinha ???



         https://www.dailymotion.com/video/x8wr5ti





"Homicidal" ( Trama Diabólica, USA 1961) de William Castle



Uma mulher que se apresenta como Miriam Webster dá mil dólares a um mensageiro se ele se casar com ela e anular o casamento imediatamente após a cerimônia. No entanto, durante a cerimônia, ela esfaqueia o Juiz de Paz e foge de volta para Solvang, Califórnia, onde trabalha como enfermeira geriátrica. 



Seu nome verdadeiro é Emily (Jean Arless = Joan Marshall). A verdadeira Miriam Webster (Patricia Breslin) está feliz porque seu meio-irmão Warren (Jen Arless em papel duplo) e sua babá de infância Helga (Eugenie Leontovich), agora parcialmente paralisada e incapaz de falar, retornaram aos Estados Unidos após uma longa estadia na Europa.



 Warren em breve completará 21 anos e herdará a herança de US$ 10 milhões do pai Uma pessoa de quem ela não gosta, no entanto, é... Emily, que vive com eles como governanta/companheira. 



Miriam tem bons motivos para não gostar dela, pois ela parece ser uma maníaca. O que Miriam não percebe é que há um método por trás da loucura de Emily, e a investigação do assassinato cometido por ela, revela um emaranhado distorcido de identidades sexuais e segredos obscuros da família... 



Com "Homicidal", Castle começou a abandonar os truques exagerados, e começou a produzir uma série de thrillers psicológicos estilo "Psicose" (1960), e imitou (de forma bem humorada) o próprio Alfred Hitchcock. Lembrando que em "Psicose", Hitchcock conduziu um truque bem ao estilo de Castle, ao fazer com que os cinemas garantissem contratualmente que ninguém seria admitido após o início do filme.



Castle ainda criou para "Homicidal", o ' Fright Break '/ 'Pausa para o Susto'. Isso é introduzido pelo próprio Castle antes do início do filme (e antes anunciado no trailer). Próximo do final do filme, um relógio aparecia para dar aos fracos de coração uma oportunidade de 45 segundos para deixar o cinema. Quando o 'Fright Break' era anunciado, e você não aguentava mais, tinha que sair do seu assento e, na frente de toda a plateia, passar por uma enfermeira que oferecia um teste de pressão arterial, e seguir para o' Coward's Corner ', uma cabine amarela operada por um funcionário no saguão do cinema. O 'covarde' recebia o valor do ingresso de volta, mas tinha que passar pela humilhação (e o riso da plateia), e  assinar um cartão amarelo com a inscrição: 'Eu sou um covarde de verdade' !! Em um trailer do filme, Castle explicava o uso do 'Certificado de Covarde' e advertia o espectador para não revelar o final aos amigos 'ou eles vão te matar. Se eles não te matarem, eu te matarei. '




"Homicidal" foi uma das imitações/ tributos a "Psicose" de maior sucesso... Michael Weldon , em sua seminal 'Psychotronic Encyclopedia' , comenta:   'Homicidal é realmente um dos melhores filmes de William Castle. É o filme de terror de mudança de sexo número um de todos os tempos e, até hoje, a identidade do assassino é um mistério para as pessoas até o final do filme. Ainda surpreende. Foi muito bem feito.'

"Homicidal" também marca o fim da parceria de Castle com o roteirista Robb White (1909 –1990) - White, além de um prolífico escritor de aventuras juvenis,  trabalhou com William Castle em cinco filmes: "Macabre" (1958), "House on Haunted Hill" (1959), "Tingler" (1959), "13 Fantasmas" (1960) e "Homicidal" (1961).


              https://m.ok.ru/video/326927387299


"Mr. Sardonicus" (A Máscara do Horror, USA 1961) de William Castle



1880 -  Sir Robert Cargrave (Ronald Lewis) é um cirurgião eminente que desenvolveu uma nova técnica para relaxamento muscular. 



Ele é convocado por seu antigo amor, Maude (Audrey Dalton), que agora é casada com o Barão Sardonicus (Guy Rolfe). Ao chegar, encontra os aldeões vivendo com medo. O Barão é um homem estranho,  cobre o rosto com uma máscara, e junto com seu servo caolho Krull (Oskar Homolka) costuma torturar jovens mulheres. 



Ele conta a Sir Robert a história de como adquiriu sua condição atual – seu rosto ficou congelado e horrivelmente desfigurado em um sorriso horripilante depois que roubou o túmulo de seu pai para obter um bilhete de loteria premiado.




 Apesar dos esforços de Sir Robert, ele não consegue recuperar suas feições. O Barão, no entanto, o obriga a continuar tentando, ameaçando mutilar o rosto de Maude para que fique igual ao seu, se ele se recusar.



Baseado em um conto  (publicado originalmente na revista Playboy) de Ray Russel (1924-1999) - que também escreveu o roteiro - essa é uma história gótica, macabra e...divertida!  




Após uma reviravolta no final, Castle aparecia para apresentar seu truque interativo da vez: a 'Enquete da Punição', um pequeno cartão luminoso que foi distribuído aos espectadores com uma imagem de 'Polegar para cima' e 'Polegar para baixo'. 

O público podia decidir se  Sardonicus merecia ainda  mais punição, ou a misericórdia. Castle conhecia seu público bem o suficiente para saber que ele nem precisava se dar ao trabalho de filmar o final 'misericordioso'!



A maquiagem de Sardonicus, feita por Ben Lane, é excelente e foi claramente influenciada pelo personagem de Conrad Veidt no clássico mudo "O Homem que Ri" (1928).




     https://www.youtube.com/watch?v=1pIDfcUJ9IM


"Zotz!" ( A Moeda Mágica, USA 1962) de William Castle 



O brilhante, porém atrapalhado, professor de línguas orientais antigas, Jonathan Jones (Tom Poston), descobre que um amuleto enviado à sua sobrinha Cynthia (Zeme North) por um namorado de uma escavação arqueológica tem poderes mágicos. 



Quem possuir o amuleto pode causar grande dor, ou morte instantânea , controlar o clima e as tempestades, ou  fazer o tempo entrar em câmera lenta -   apenas apontando o objeto e dizendo a palavra mágica 'Zotz!'. 






 Em busca de uma promoção, e de um interesse amoroso,  Jones faz uso do amuleto, e provoca confusões. Tanto agentes governamentais quanto comunistas imediatamente desenvolvem interesse no possível uso militar da poderosa antiguidade.



 Dando um tempo nos fantasmas e assassinos, Castle adaptou (com roteiro de Ray Russell) o romance homônimo de Walter Karig de 1947, fazendo essa comédia fantástica familiar, bobinha, mas bem movimentada, e que faz referências a 'Guerra Fria'



Durante a primeira temporada nos cinemas, os espectadores receberam de brinde uma réplica de plástico (que brilhava no escuro) em tamanho real do amuleto, essencialmente idêntica ao do filme, com a característica adicional de um pequeno furo na parte superior para usar como um chaveiro.


    Divertida e 'ousada' é a abertura do filme, onde o próprio William Castle contracena comicamente com o logotipo icônico da Columbia Pictures...



      https://www.youtube.com/watch?v=tzQR0FZ19pM


                            CONTINUA...


















                              FONTES:


-Arquivos do autor


- Livro: The Films of William Castle - Ed. Murray Leeder (PDF) :  https://edinburghuniversitypress.com/media/resources/9781474424271_Introduction.pdf


-IMDB

- Wikipédia

- HorrorNews - https://horrornews.net/tag/william-castle/ 

- The House of Fradkin-Stein - https://www.bewaretheblog.com/2017/10/a-tale-of-william-castle-motion-picture.html

- The Last Drive-in- https://thelastdrivein.com/2013/05/31/step-right-up-a-bit-about-william-castles-memoirs-in-fond-memory-april-24-1914-may-31-1977/

- MORIA - https://www.moriareviews.com/director/william-castle



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